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Archive for junho \24\UTC 2009

                         A Madre Maria do Carmo da Santíssima Trindade, monja do Carmelo da Santa Face e Pio XII de Tremembé, uma pequena cidade do Vale do Paraíba, onde ergue-se a Basílica Menor do Senhor Bom Jesus, foi uma carmelita fiel ao seu carisma.

                     Soube amar a Igreja e como Teresa de Ávila ser Filha da Igreja. No Carmelo, desde o inicio, manteve sempre um grande amor para com os sacerdotes. Não há Igreja sem o sacerdócio, sem a Eucaristia, e sem o perdão dos pecados.

                     A carmelita tem consciência da importância dos sacerdotes por isso eleva a Deus sua oração para que eles sejam cada vez mais como Cristo, que com amor perdoa os pecados e que continuem a tornar presente na Eucaristia a presença real e viva de Jesus.

                          Não há nada que possa se comparar com a beleza do Sacerdote, e nada que toque tão profundamente o coração como quando pensamos na grandeza e humildade de Deus : Ele é o criador de tudo e quer necessitar da criatura para que seu amor possa ser derramado em profusão sobre a humanidade a caminho de eternidade.

                              Santa Teresinha diz com toda simplicidade “eu quero ser sacerdote! Com que amor chamaria Deus sobre o altar e com que amor daria Jesus as almas.”

                           Carminha de Tremembé teve um amor excepcional pelos Sacerdotes, especialmente por aqueles que ela conheceu e que Deus colocou na sua vida para que a ajudassem a superar as dificuldades e caminhar com passos mais rápidos para a santidade. Ninguém pode dispensar a ajuda e a presença dos Sacerdotes ao longo de sua vida. Todos necessitamos de sacerdotes, e mesmo os sacerdotes, necessitam de outros sacerdotes para que seus pecados lhe sejam perdoados. Nem o Papa pode perdoar a si mesmo os seus pecados, ele como todos os sacerdotes quando pecam devem pedir a outro sacerdote que lhe conceda o perdão de Deus.

                          Na vida da Carminha encontramos explicitamente a presença dos Carmelitas Descalços e entre eles houve o Frei Ludovic Arioli, ocd, que por muitos anos foi seu confessor, seu diretor espiritual. Ao Frei, ela dedica uma pequena poesia. Vale a pena oferecê-la a todos os sacerdotes neste ano sacerdotal para que todos possam assumir com amor, responsabilidade a sua vocação a sua missão e através das palavras da Carminha possam rever como é importante os seus gestos sacerdotais de chamar Jesus ao Altar e de perdoar os pecados, de abençoar.

                            A meu Pai Se te vejo, meu Pai, sobre o altar inclinado

                           E o Verbo se encarnar à tua voz bendita,

                           Sorve o Sangue enfim no Amor transformado,

                           É grande o goso meu…mas, não te invejo a dota1

                          Se a tua destra sobre o meu pecado

                         A cruz da Redenção traçar, larga e infinita,

                         Minha alma se estremece ao gesto abençoado

                         E teu poder bendiz de Padre Carmelita.

                        Mas ah! Se te pressinto no horto da agonia,

                        Do cálice da amargura extravasar a lia…

                        Meu ser padece então, a fome de tua cruz…

                        E nela o sacerdócio que esplendesse a flux

                       Divino ao longo sol fecundo, abrasador,

                      Que o mal expia e o mundo salva pecador!

 

                        O ano sacerdotal para o Carmelo e para a carmelita é muito importante, é um “poder reviver” nossa espiritualidade e ver como ao longo do séculos Teresa, Teresinha, Elisabeth da Trindade, Edith Estein, Carminha, Madre Maria José, Madre Imaculada e tantas outras souberam amar os sacerdotes com amor .

                    Envolve-lôs com o manto da oração. É na oração que se devem mostrar especialmente o amor para os sacerdotes. Todos eles devem fazer do Carmelo a sua casa e das irmãs carmelitas suas irmãs que sem cessar suplicam ao Senhor para que nunca sucumbam ao peso do Pecado.

                   Que todos os sacerdotes da Diocese de Taubaté possam fazer do Carmelo de Tremembé o seu refúgio, o lugar de oração, onde sempre vão encontrar irmãs que os amam e que rezam por eles.

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