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“É essa a Missão do Carmelo – tornar-se amor para espalhar o Amor.”

(Madre Maria do Carmo)

 

Nada mais belo que termos consciência que Deus nos criou para conhecê-Lo, amá-Lo e servi-Lo aqui na terra e depois gozar de Sua presença na eternidade. Esta vocação passa através dos acontecimentos da vida que nem sempre soam claros para nós, mas sempre soam claros para Deus que nos conduz com infinita ternura. A Igreja  propõe-nos viver, ser santos e, coloca em evidência homens e mulheres que souberam viver com admirável intensidade a própria vocação, tornando-se modelos para todos nós. Os Santos não nasceram tais, se fizeram. Tinham um caráter como o nosso, instintos bárbaros, mas souberam orientá-los, com a graça de Deus, a própria vontade até o ponto de tornarem-se mansos e humildes à imitação de Jesus. Descobrir estes “homens e mulheres excepcionais” é tarefa da mesma Igreja.

Eu fico muito feliz quando ouço dizer de mais um Processo de Canonização de alguém, e muito mais quando este “alguém” é uma Carmelita descalça ou carmelita descalço. O Carmelo com sua vida de silêncio, de oração, de total doação ao serviço de Deus e da Igreja, como fermento e água viva, sacia o desejo e alimenta a experiência de Deus.

A Diocese de Taubaté se prepara para que, se Deus quiser, iniciar o Processo de Canonização de Irmã Maria do Carmo da Santíssima Trindade, mais conhecida como a Carminha de Tremembé. Uma monja Carmelita Descalça que, antes de chegar a Tremembé,  peregrinou por vários lugares, desejosa de ser Santa e que conseguiu ser um sinal de fé, de esperança e de amor para muitas pessoas.

Quem foi a Carminha de Tremembé?

“Quero ser o Amém de Deus.”

(Madre Maria do Carmo)

Quando falamos dos Santos, somos tentados a pensar que eles tiveram uma família bem constituída, viveram nos braços da ternura e nunca tiveram nenhuma dificuldade na própria caminhada humana e espiritual. É um grande erro. Hoje como ontem nós tivemos “mães meninas” e quando a Carminha nasceu em Itu, sua mãe tinha apenas 15 anos. Uma idade tão comum hoje em dia. Como pode uma menina de quinze anos ter uma filha? Aí vemos como a Providência intervém: os avós paternos, pais de Teotônio, levam a menina – Carmen – para Campinas, onde deram toda uma educação, uma formação humana e intelectual. A distância da mãe e do pai não provocou grandes lacunas no coração de Carmen, porque encontrou amor! Mais tarde, ela estava em São Paulo, no Colégio Sion para completar a sua formação e depois no Rio de Janeiro onde  em 1926, no dia 21 de abril, entra no recém fundado Carmelo São José. Mas vamos evidenciar algumas datas importantes na vida de Carminha:

25 de novembro de 1898 – Nascimento em Itu/SP

12 de fevereiro de 1899 – santo batismo em Campinas/SP

21 de abril de 1926 – Entrada no Carmelo São José no Rio de Janeiro

24 de outubro de 1926 – vestição religiosa

2 de novembro de 1930 – Profissão Solene.

23 de maio de 1946 – Eleita Priora no Carmelo São José.

7 de setembro de 1955 – Fundação do Carmelo da Santa Face e Pio XII em

 Tremembé /SP.

13 de julho de 1966 – ás 5h45 entrega sua alma ao Senhor.

 

Amor, dor, Felicidade!

“Amor, dor, felicidade. O amor e a dor me levam á bem aventurança da união.”

(Madre Maria do Carmo)

 

Se nós queremos sintetizar com poucas palavras toda a vida da Irmã Maria do Carmo da Santíssima Trindade, poderíamos usar suas mesmas palavras de 1951, quando ela celebrava os 25 anos de sua vestição religiosa: “amor, dor, felicidade”. De fato,  ao longo de toda sua vida ela não teve nenhuma preocupação a não ser a de realizar o projeto de Deus. Nela o amor de Deus não foi estéril, sempre e em todas as circunstâncias se compromete em dar o melhor de si a Nosso Senhor: os seus afetos, a sua inteligência, a sua dedicação… Sentia-se totalmente inserida no Coração de Jesus e queria ser na Igreja uma presença orante diante da Hóstia Consagrada. Mas o amor não pode existir sem a marca da Cruz que, para nós que temos fé, não é castigo e nem  tampouco falta de amor de Deus que dá a cruz para aqueles que ama de verdade. A cruz, a dor, nos consagra e nos tornam ainda mais amigos de Deus. Todos nós, quando amamos a Deus, queremos abraçar com gosto a nossa cruz e assumir no nosso coração todos os sofrimentos da humanidade. Maria do Carmo fez isto na sua vida e com seu testemunho ensinou as irmãs de sua Comunidade a serem amantes da cruz de Cristo e Sua paixão, para que o Cristo possa sempre ter almas que se ofereçam ao Pai pela salvação da humanidade.

O amor assumido com a cruz gera a beatitude, como Carminha diz, que é a felicidade.  

Na escola dos santos do Carmelo, especialmente de Santa Teresa, são João da Cruz e Santa Terezinha, Irmã Maria do Carmo alimentou sua vida interior, e sabe que, quando se ama, a felicidade não significa ausência da Cruz, mas sim capacidade de carregá-la com alegria.  O corpo pode estar ferido, o coração sofrendo, mas a alma canta e rejubila e bendiz a Deus por tudo. Estas três palavras “amor, dor e felicidade” constituem o projeto da vida de Irmã Maria do Carmo e o nosso.

 

O Processo de Canonização.

“As almas quis de meus irmãos salvar!

A cruz beijando qual herança minha

 A tudo dei de mão… sem mais passado olhar”

(Madre Maria do Carmo)

 

Depois da morte de Irmã Maria do Carmo, que foi uma verdadeira festa na terra e no Céu, onde o povo de Tremembé e de outros lugares tiveram a graça de ter alguém para interceder, foi se difundindo sua “fama de Santidade”. Sua lembrança não foi apagada pelos anos, mas foi crescendo até o ponto que a comunidade do Carmelo de Tremembé, provocada pelo povo, pelos Sacerdotes e amigos Bispos, sentiu a necessidade de pedir a abertura do Processo de Canonização.

Estamos esperando, com a graça de Deus, esse grande acontecimento eclesial. Na Diocese de Taubaté, animada pelo Senhor Bispo Dom Carmo João Rhoden, vamos desde já continuar a suplicar ao Senhor que revele Seu amor por nós. Esperamos que, se for de Sua vontade, um dia Carminha de Tremembé possa ser proclamada Santa pela autoridade e pelo ministério da Igreja. E, a nós, cabe trabalhar para que isto aconteça.

 

Frei Patrício Sciadini Vice Postulador da Causa.

 

 

 

Bazar das Carmelitas Venha conhecer os produtos confeccionados pelas Irmãs Carmelitas de Tremembé. Velas, bordados, pinturas, materiais para casa. Também serão vendidos chaveiros canetas, terços, livros sobre a vida da Madre Maria do Carmo, e outros objetos para ajudar em seu Processo de canonização Venha participe!

 

O Carmelo da Santa Face e Pio XII vem trabalhando com velas artesanais, as quais são vendidas no proprio Convento.
 
Velas de  batismo, crisma, Primeira Comunhão: 0,85
 
Velas lisas de altar de 18cm: 12,00
 
coroa de advento: 45,00
 
Luminárias 50cm: 45,00
18cm: 35,00
15cm: 25,00
 
Círios Pascal de 70cm, em alto relevo 200,00

Maiores informações entrem em contato com o Carmelo

vaticano                                        Neste dia 3 de novembro, a Diocese de Taubaté e as Monjas Carmelitas de Tremembé através, do senhor Bispo Diocesano – Dom Carmo João Rhoden- receberam da Santa Sé o documento – NIHIL OBSTAT que autoriza a abertura do Processo de Canonização de Madre Maria do Carmo da Santíssima Trindade, fundadora do Carmelo Santa Face e Pio XII, em Tremembé, São Paulo – Vale do Paraíba.

                  Madre Carminha, como é conhecida, é a terceira Carmelita Descalça com Processo de Canonização no Brasil. Sua canonização contribuiria para manter vivo e espalhar seu ideal: adorar a Sagrada Face de Cristo e reparar os ultrajes contra ela cometidos. Também fortalecer no coração dos fiéis o Sensus Eclesiae que a levava a uma imolação constante pelo Pontífice reinante, através do exercício diário da Via-Crucis e de uma vida totalmente doada, na simplicidade, humildade e caridade, que atinge seu ápice na unidade entre as pessoas – ‘CONGREGAVIT NOS IN UNUM CHRISTI AMOR!’ (Este era um dos seus lemas).

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